gerontologia corresponde ao “estudo do processo de envelhecimento como um todo, não apenas do ponto de vista biomédico. A Gerontologia também trata do estudo e / ou intervenção em áreas como a social, psicológica, antropológica e até filosófica. A gerontologia inclui a geriatria, mas não se limita só a ela

O envelhecimento é uma fase em que uma série de mudanças são feitas em diferentes níveis, como físico, biológico, psicológico, social e espiritual. Portanto, é especialmente importante trabalhar esses aspectos para que o envelhecimento seja progressivo.


A musicoterapia pode ser útil em tais circunstâncias porque oferece potencial para idosos em situações de demência. Portanto, o principal objetivo é melhorar sua qualidade de vida por meio da prevenção, reabilitação e tratamento.


Assim, a musicoterapia também serve a essas pessoas como atividade lúdica, recreativa e, sobre todo, como explicam os professores Manuel Sequera, Carmen Miranda, Cristina Massegú e os geriatras Carmen Pablos e Alfonso González (2015), como uma “ferramenta fundamental dentro de um tratamento realizado por um profissional (musicoterapeuta), que atua em aspectos físicos, psicológicos, cognitivos ou sociais específicos”:


É muito gratificante para quem se dedica à prevenção, promoção e recuperação da saúde dessas pessoas – outrora consideradas incuráveis ​​- valorizar a sua reabilitação física e mental e a sua reintegração na sociedade. Essa experiência é extremamente satisfatória quando os idosos evocam experiências de sua infância e juventude por meio da música; deixa de lado suas dores, medos e frustrações; promove seu relacionamento interpessoal; reduz ou alivia suas ansiedades e estados depressivos e, acima de tudo, descobre os benefícios que ter atingido a terceira idade lhes proporciona (Oliva e Fernández, 2003).
Destacam-se os seguintes benefícios da musicoterapia nos idosos (ISES, sd):

Benefícios cognitivos.


Ativação de memória. A música aviva as memórias passadas, facilitando a estimulação da memória.
Aprimoramento da linguagem. Reforça e trabalha as habilidades verbais e de linguagem, que também são afetadas na velhice, além de favorecer respostas espontâneas.
Maior concentração. A concentração e a atenção aumentam, pois as pessoas devem estar atentas ao ritmo da música.

Benefícios a nível social


Prevenção do isolamento. Realizar a sessão em grupo é interessante porque estimula a socialização e evita situações de isolamento, por isso também melhora a comunicação social.
Reforço de habilidades sociais. O ato de socializar facilita uma melhoria nas habilidades de comunicação e no relacionamento com outros iguais.
Estimulação de um estado de espírito positivo. As relações sociais reforçam o humor positivo, afastando as depressões.
Aumento da auto-estima. A possibilidade de poder se comunicar com outras pessoas e realizar atividades musicais faz com que o paciente se sinta melhor, aumentando sua autoestima.

Benefícios físicos.


Redução de ansiedade. A música os relaxa e ajuda a reduzir estados de ansiedade, agitação ou nervosismo.
Relaxamento dos músculos. Os músculos também relaxam, o que facilita e melhora os movimentos articulares.
Progresso da expressão corporal. Eles têm mais confiança em si mesmos e agem com maior fluência na expressão corporal.
Aguçamento dos sentidos. O afiamento do ouvido é trabalhado, em particular, embora esta terapia também tenha um impacto positivo na visão, no tato e até no paladar.

A musicoterapia nas pessoas da terceira idade pode ser organizada em quatro fases distintas. São as seguintes (Camacho, 2006):

  • Derivação. Geralmente, os idosos que frequentam a musicoterapia costumam ser encaminhados pelo seu médico ou fisioterapeuta, entre outros profissionais da área da saúde. Portanto, eles vão à terapia para complementar alguns aspectos de sua vida.
  • Avaliação inicial ou assessment . É a etapa anterior ao desenho do tratamento. O profissional coleta informações sobre o paciente, consultando seus dados clínicos e descobrindo suas preferências
    musicais.
  • Plano de tratamento. O tratamento é desenhado estabelecendo-se primeiro os objetivos a serem alcançados e levando em consideração as capacidades e limitações da pessoa.
  • Monitoramento e avaliação. Corresponde à última etapa do tratamento, na qual o musicoterapeuta coleta e analisa as respostas de seu paciente. Este processo também é realizado ao final de cada sessão para que o acompanhamento seja regular e seu progresso possa ser observado.